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A relação com a
terra, com os fenómenos naturais incompreensíveis gerou, desde sempre, a
necessidade de criar objectos de culto que explicassem os mistérios da vida ou
expulsassem medos e tensões provocadas pelo desconhecido.
Neste sentido, os
espantalhos asseguram as boas colheitas substituindo o proprietário
da terra, com a sua
presença vigilante.
Hoje, calados no fundo da memória colectiva que
nos identifica culturalmente, os espantalhos correspondem a figuras que
preenchem o imaginário de pequenos e graúdos como seres animados – marionetas de
vara com as quais comunicamos ajudando-nos a crescer.
Este
espectáculo-oficina convida as crianças a uma participação activa na construção
de um espantalho, envolvendo-as num jogo de descoberta do corpo dos bonecos e do
seu próprio corpo.
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