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Fernão Mendes Pinto
foi um daqueles portugueses que, no século XVII,
se
aventuraram pelo mundo através dos mares indo muito além do universo
conhecido, no seu tempo. Todavia, não acabou no anonimato como
muitos dos seus contemporâneos. Pelo contrário, deixou-nos impresso
um conjunto de relatos das suas viagens e das aventuras por que passou,
a que terá acrescentado, por excesso, algumas das suas fantasias e
sonhos fantásticos, a obra Peregrinação.
Símbolos e metáforas constituem a face visível desta leitura
teatralizada do texto original. A recriação e a reconstituição de
ambientes, dois dos elementos presentes e mais significativos nos
critérios da encenação, resultam igualmente de um documentado exercício
de dramaturgia que antecedeu a produção de
Fernão Balalão.
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