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Moby Dick, Sobreviver!
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             Moby Dick - Sobreviver!

Um alto preço a pagar ao futuro…

Os testemunhos mais antigos da caça às baleias remontam a cerca de 8000 anos atrás, estão inscritos em pinturas rupestres num conjunto de rochas localizadas na Coreia, e mostram como se trata de uma actividade com raízes muito distantes no tempo. No entanto, só a partir do século XII é que a actividade tem um objectivo comercial. Foi no norte de Espanha, no Golfo da Biscaia, que os bascos começaram a sua caça intensiva. Seguiram-se-lhes os ingleses, os holandeses, os russos e os povos nórdicos, entre outros. Em Portugal, foi sobretudo nos Açores que se desenvolveu esta actividade, embora de forma artesanal. Estes métodos diferem grandemente das armas, arpões com granadas explosivas e navios-fábrica, com que outros países contavam, nomeadamente os Estados Unidos, a Rússia, a Noruega e o Japão – os dois últimos mantêm as suas frotas activas.

 

Em 1920 verificou-se um forte aumento da actividade com a introdução de instrumentos mais eficazes na caça às baleias e melhoramentos nas embarcações, nomeadamente nas dimensões dos navios, velocidade e autonomia para permanecerem longos períodos nos mares. A caça atingiu o seu pico em 1961, com a morte de 70 000 baleias. Só no século passado – século XX - foram mortas 2 milhões de baleias. O alerta para o risco de extinção das baleias foi dado nos anos 40 do século XX, tendo sido criada em 1964 a Comissão Internacional Baleeira - CIB, para regulamentar a caça e encontrar formas de preservar as espécies. Em face do risco de extinção de várias espécies, os caçadores procuravam novos lugares e novos tipos de baleias, reforçando a capacidade dos navios e dos instrumentos de caça. Este comportamento dos armadores dos navios e a elevada intensidade com que se exercia a caça não permitiram a sua reprodução, ameaçando a preservação das espécies - a extinção parecia inevitável. No ano de 1986, a CIB declarou a moratória da caça comercial por tempo indeterminado. A decisão não foi consensual em todo o mundo, mas vários países (como a Islândia, em 1992) acabaram por respeitar a moratória. Todavia, pelo menos dois países continuam a caça às baleias: a Noruega e o Japão. O primeiro contesta a moratória, o que lhe permite manter a actividade da sua frota baleeira, e o Japão alega ter objectivos de investigação científica, continuando igualmente com a caça de baleias. 

 

Mas não é só a caça que põe em risco a continuidade da espécie. São cada vez mais os perigos que as baleias enfrentam. A poluição marítima, o aquecimento global, o elevado número que atinge a pesca actualmente, sobretudo das espécies com que se alimentam, a destruição da camada de ozono, os ruídos das sondas e, não menos importante, os cheques com os navios que cruzam os oceanos, constituem as novas armas de destruição das baleias. Em cerca de 40 anos de protecção legal e internacional, as baleias correm ainda um gigantesco risco de extinção.

 

Ao planeta pode restar um demasiado grande preço a pagar!

 

Saiba mais. . .

Motivos, motivação e modos de agir

Ficha Técnica e Artística

    

 

 

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Estrutura Financiada                                                                                                                                             
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