TdoE


Home | Quem Somos | Espectáculos | Projectos | Histórico | Newsletter

 

Home
A Ver o Mar... - Fotos.htm
A Rã Princesa - Fotos
Moby Dick, Sobreviver!
Animacao

Volta ao Mundo em 80 Dias

                              - Versão Livre da Obra de Júlio Verne 

De onde vimos? Quem somos? Para onde vamos?

Desconheço se Júlio Verne e Paul Gauguin alguma vez se cruzaram neste mundo - o que, no entanto, poderá ter acontecido (ou não…) na sua França natal, bem como noutro lugar físico ou imaginário. Todavia, não é difícil perceber a existência de diversos pontos de encontro entre os dois homens, tanto no que toca a aspectos predominantes do seu pensamento como no que diz respeito às preocupações pessoais com o seu (nosso) mundo.

 

*

 

Unidos de algum modo pela busca do universo primordial – e, também, um tanto exótico - dos vastos territórios imperiais e coloniais do seu tempo, os dois homens sentiam o estreitar dos mundos, das distâncias físicas entre a Europa e aquelas terras, de um modo geral, longínquas.

 

*

 

Dramaticamente desconhecidos da Europa civilizada, esses territórios coloniais ofereciam a matéria-prima ideal para uma boa tese sobre as nossas origens (qualquer que fosse o seu carácter, religioso ou profano!) ou para as diversas narrativas ficcionais que surgiram da pena e do pincel, respectivamente, dos dois artistas. Ambos, escritor e pintor, procuravam dar resposta à mesma questão: de onde vimos, quem somos e para onde vamos?

 

*

 

É Darwin que invade deste modo a cultura e o pensamento da elite ocidental com a sua viagem e expedição científica, realizada a bordo do Beagle, alguns anos antes. Eram, sobretudo, as descobertas que o naturalista tinha feito sob a influência desses contactos com a natureza, ainda mal conhecida na época, que viriam a motivar os mais interessantes debates de ideias, fé e crenças, entre os europeus dos finais de 1800.

*

Gauguin pintou nas ilhas paradisíacas do Pacífico Sul um dos seus quadros mais emblemáticos deste seu modo próprio de questionar as origens e a evolução da humanidade. Ele inscreveria na própria tela a sua pergunta fundamental, numa frase que se tornaria universal: d’où venons nous, qui sommes nous, où allons nous? Nesta obra legava ao mesmo tempo à posteridade um quadro de figuras-monstros, em representação da sua visão sobre a origem da vida na Terra, assim como sobre os seus contemporâneos e o progresso.

 

*

 

Em Júlio Verne o elogio das ciências faz-se sentir de um modo intenso, tal como transparece um manifesto deslumbramento perante a evolução das técnicas e dos recursos tecnológicos. No entanto o autor não deixa de questionar a direcção seguida pelo progresso, a bússola que nos orienta colectivamente para o futuro. É muito crítico na sua Volta ao mundo em oitenta dias em relação aos modos de gerir o confronto cultural, tal como se verificava entre colonizadores e colonizados nos territórios sob domínio da coroa inglesa atravessados por Phileas Fogg. É notória a sua oposição relativamente ao modo como as culturas autóctones eram tratadas pelos povos colonizadores, ora reprimidas ora discriminadas, relevando delas muitas vezes aspectos meramente caricaturais.

 

*

 

É, em suma, o progresso que é questionado, tal como o conheciam os homens e as mulheres do século XIX – e que de um modo ainda mais acentuado nos afecta, hoje. É, igualmente, a exposição intensa das dúvidas e da perplexidade daqueles que assistiam às e participavam nas profundas mudanças que se verificavam no seu tempo, perante a velocidade alcançada pelos novos meios e, por conseguinte, pela própria humanidade no seu devir histórico.

 

 

 

Saiba mais. . .

Saiba mais. . .

…80 dias, mas podiam ser oitenta anos!

Mas, afinal, para onde caminhamos…?

Materiais de Divulgação

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Estrutura Financiada                                                                                                                                             
Câmara Municipal de Setúbal  Ministério da Cultura  Direcção-Geral das Artes

 




Contatos Teatro do Elefante
Apoios
  Secil  Cooperativa de Habitação e Construção Económica 'Bem-Vinda a Liberdade_Faralhão  CoopLisboa   Escola Superior de Educação - Instituto Politécnico de Setúbal  Cartão Cultura Sábado Agenda Cultural e Desportiva - Área Metropolitana de Lisboa  SetúbalnaRede  Rádio Azul

 
Setúbal TV  Boletim SetúbaLife Semmais JornalJornal O SULATINJ - Associação Portuguesa de Teatro para a Infância e Juventude  Fundação Anna Lindh

Telf. || +351 265 535 640
 || +351 916 887 596 || +351 927 751 881

Email || elefante@teatrodoelefante.net

Praceta Amadeu de Sousa Cardoso n.º 4 2.ºDto.  2900-164 Setúbal - PORTUGAL