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Volta ao Mundo em 80 Dias

                              - Versão Livre da Obra de Júlio Verne 

Mas, afinal, para onde caminhamos?

O futuro do nosso modo de vida – da civilização actual – é incerto e sobretudo parece ser muito frágil. Devíamos mesmo inscrever nas várias faces do pacote em que transportamos a bagagem cultural e o património natural da sociedade em que vivemos: “manipular com cuidado” - ou, com vista à globalização dos mercados mundiais, FRAGIL - THIS SIDE UP!.

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A nossa civilização, em que podemos rever todas as formas de organização das sociedades humanas que a antecederam, é um grande navio a todo o vapor navegando entre correntes marítimas, rumo ao futuro. Um navio que viaja mais depressa, para mais longe e com mais carga que todas as outras arcas de noé, em várias gerações de homens e mulheres. Possuímos meios tecnológicos mais eficazes, em vários domínios da vida. Temos recursos técnicos que nos asseguram a melhoria das condições de trabalho, a reprodução de produtos e bens essenciais, em larga escala.

Somos donos e senhores de um legado cultural e de informação nunca antes visto. No entanto, persistem a pobreza e as profundas disparidades, entre os seres humanos, na capacidade de aceder a bens e serviços fundamentais à vida. Há razões de sobra para perguntar: afinal, para onde caminhamos? A resposta talvez resida neste facto: por mais que a humanidade caminhe no sentido da evolução e do progresso – sobretudo no campo técnico e tecnológico – tal como Phileas Fogg, no seu percurso, ela torna ao lugar de partida, seja qual for esse ponto individual ou colectivo. O problema da modernidade é saber se a nossa aventura na Terra terá um final feliz.

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Poluímos o planeta, consumimos para além da capacidade de regeneração da Terra, esgotamos recursos. Pouco ou nada fazemos para alterar o rumo cleptómano em que seguimos nesta viagem às voltas, através do mundo. O progresso em que assenta a evolução, sobretudo do mundo ocidental, pode tornar-se uma armadilha em que a própria civilização poderá perecer, se não mudar rapidamente as coordenadas de direcção do navio.


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Vivemos num ciclo viciado: queremos mais, consumimos muito mais, temos necessidades cada vez maiores… perdemos a noção de escala. Acreditamos no progresso material como os nossos antepassados acreditavam nos mitos, como verdade absoluta. Mas vale a pena pensar que: Terra há só uma! E ela é a nossa casa comum.

 

 

 

Saiba mais. . .

…80 dias, mas podiam ser oitenta anos!

De onde vimos? Quem somos? Para onde vamos?

Materiais de Divulgação

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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